In livros Resenhas

A Garota Dinamarquesa


Oi, pessoal! Há alguns meses assisti ao filme "A Garota Dinamarquesa" no cinema. Gostei da fotografia do filme, da trilha sonora e da década em que a história se passa, mas não gostei muito do enredo – achei muita informação, tudo muito rápido, e acabei ficando meio confusa.

Então decidi comprar o livro e conhecer a história um pouco mais a fundo.


O livro se passa nos anos 1920 (AMOOO) em Copenhague, e conta a história de Einar Wegener, que é um pintor muito famoso e bem conceituado no mercado das artes; e também de sua esposa, Greta (no filme, a personagem se chama Guerda), que também é pintora, mas está tentando ser reconhecida pelo mercado.

Em certo momento, Greta pede para Einar colocar um vestido para ela terminar um quadro, já que sua modelo não estava disponível. Ele reluta um pouco, mas acaba cedendo, e a partir daí as vidas deles mudam completamente.

Começa a despertar dentro de Einar algo que estava enterrado bem funda dentro dele: uma personalidade feminina, que ele e Greta "batizam" de Lili, e que tem a necessidade de aparecer em vários momentos para "conhecer o mundo".

No início, Greta achava que era só uma brincadeira de Einar e começou a pedir para Lili aparecer e posar para os quadros dela, mas aos poucos ela foi descobrindo que o marido sofria de dupla personalidade – quando ele era Einar, não lembrava o que acontecia quando era Lili, e vice-versa.

O livro mostra a fundo como Einar, Lili e Greta vivem no dia a dia, como seus conhecidos reagem a tudo isso e também como Einar e Greta sacrificaram a vida a dois por Lili.


Gostei bastante de como a história foi retratada no livro, com detalhes e precisão. Para escrever, o autor usou de base várias entrevistas, pesquisas e estudos sobre Einar. Mas mudou locais, datas e nomes.

Fiquei abismada em ver que o Einar aceitou todos os procedimentos que foram feitos em seu corpo, sendo que naquela época nem existia tecnologia suficiente para isso. Foi arriscado, mas, pelo menos, ele(a) se realizou.

Quando eu lia cenas em que falava mais da Lili, e quando Einar voltava e não conseguia se lembrar de como era quando estava como Lili (isso ficou meio confuso), me lembrei bastante de Psicose – como quando o Norman acha que é sua mãe, e quando volta a si não lembra de quem era (óbvio que eram casos bem diferentes, apesar de os dois envolverem dupla personalidade: o Norman era psicótico, e o Einar tinha disforia de gênero).



Enfim, recomendo o livro para quem quiser conhecer a história melhor. Tem suas partes chatas, claro, mas é muito interessante!



Espero que tenham gostado!


xoxo

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